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A seguir ao parto algumas mães podem estar deprimidas sem sequer perceber já que ter alterações de humor e chorar sem motivo pode ser normal. Mas chorar muito, não ter energia ou motivação para cuidar do bebé, sentir-se inútil, sem esperança, triste, culpada e sobrecarregada, ter dificuldades de concentração e não conseguir acabar frases ou tomar decisões, não ter vontade de ver outras pessoas ou mesmo rejeitar o bebé são sinais de depressão pós-parto, e se estes sintomas durarem mais do que duas semanas deverá procurar ajuda profissional.

Dúvidas sobre a sua própria capacidade de ser boa mãe ou uma necessidade irrealista de ser boa mãe, stress devido às grandes alterações que o nascimento do bebé implica, sentimento de perda em relação à pessoa que era antes do nascimento do bebé, sentir-se inchada ou menos atraente, falta de tempo para si, falta de apoio por parte do pai e da restante família e, claro, as mudanças hormonais são factores que contribuem para desenvolver ansiedade e medos que levam à depressão pós-parto.

Os sintomas depressivos podem surgir em qualquer altura, desde o dia após o parto (ou mesmo durante a gravidez) até vários meses depois e geralmente têm uma evolução favorável, principalmente com o apoio da família. No entanto, em alguns casos a depressão pós parto pode durar até ao primeiro ano de vida do bebé e afigura um maior risco de desenvolvimento de depressões posteriores, mesmo que não relacionadas com gravidez.

Os filhos de mães deprimidas têm geralmente o seu desenvolvimento psicológico e mesmo cognitivo dificultado devido á falta de estimulação. É a nível motor e da linguagem que se notam maiores atrasos em comparação com as outras crianças, bem como a nível relacional, o que posteriormente pode levar a problemas comportamentais.

Através da psicoterapia, ao contar a sua história, a mãe deprimida traduz as suas inseguranças, emoções e dor que sente encontrando compreensão, sentindo-se valorizada enquanto mãe e mulher e pode conciliar formas mais adequadas de gerir os sentimentos negativos e os desafios das mudanças que ocorrem, nomeadamente ao nível das relações.
Dra. Célia Brás
Psicóloga Clínica